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21/08/2014

Raul Seixas... 25 anos depois!



 Há 25 anos, eu nem pensava em nascer, errada estava eu, em querer esperar mais um pouquinho até dar o ar da minha graça.

Passaram-se quatro anos da partida dele e eu cheguei... 

Ao me deparar com este mundo, gritei: ''Pare o mundo que eu quero descer!'' 

Não seria ruim, hoje, ter meus cabelos brancos. 

Teria, certamente, filhos e netos lindos! Para eles, poderia dizer sorrindo: ''Eu vivi Raul!'' (Eu com meus 60 anos, mais ou menos!). 

Porém, hoje, posso afirmar: "Eu vivo Raul!'' Sem cabelos brancos, sem muita idade, com nenhum filho e consequentemente, sem nenhum neto. 

Não vivi para conhecê-lo, eu existo para senti-lo! 


É, Raul, conhecer tua obra foi a melhor herança que poderias ter me deixado... (Deixado para teus fãs, pessoas que não tiveram a honra de viver e apreciar a tua época!) 

E onde quer que estejas, eu sei que  estarás cantando e encantando com sua lucidez! Dizendo:  ''Eu vou sempre avante no nada infinito, flamejando meu rock, meu grito. Minha espada é a guitarra na mão!'' 

Já se passaram 25 anos de tua partida. Mas o que são esses 25 anos, perto da tua ETERNIDADE?!! 

Muito obrigada, Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 - São Paulo, 21 de agosto de 1989).





Texto de Érika Rebés

15/12/2010

Amiga triste


A caminho de casa, entro no mercado para fazer compras junto com a minha mãe, na saída, encontro com minhas amigas. Vamos tomar uma coca- cola. Uma das minhas amigas estava muito triste, perturbada... 

Constrangidas  olhamos bem nos olhos dela e começamos a conversar... e dava para perceber  que ela estava bastante aflita com alguma coisa que a atingia no momento.

E depois que darmos conselhos, ela começou a chorar e falou o que estava acontecendo com ela e com sua família...

Como não havíamos perguntado nada, não sabíamos: ela tinha pedido a mãe, foi uma coisa muito horrível, pois   era muito apegada a ela.


Autora: Daiane - Turma 11 A

14/12/2010

Acidente


Saí de casa com meu noivo por volta das 19h30min, estávamos indo à padaria ali perto, quando presenciamos um terrível acidente, envolvendo um veículo Marajó e um jovem que tinha aproximadamente 18 anos.

O jovem vinha caminhando pela rua, quando o veiculo se aproximou em alta velocidade em direção a ele; e  pechou o rapaz e  saiu em alta velocidade sem prestar socorro à vítima.

O motorista do veículo encontrava-se embriagado e não possuia habilitação, soubemos depois.

Nós presenciamos mais um ato de violencia no trânsito, mais uma prova de que bebida e direção não combinam.

E a família da vítima, inconformada com a justiça que mais uma vez não foi feita, tem que se conformar apenas com o luto.

Embora  todos nós saibamos que a justiça no Brasil é lenta...Talvez, um dia, o motorista irresponsável possa vir a ser punido.

Autora: Andressa - Turma 11 A

13/12/2010

Catador de lixo.


Um dia desses de inverno, vi um catador de lixo, pedindo garrafas pet e papelão em uma casa de luxo.

Uma mulher metida e ruim de coração saiu e humilhou o catador, dizendo que ia dar, mas não era para encher o saco outra vez.

Eu achei isso muito errado, porque o homem estava trabalhando e não roubando.Na situação em que ele se encontrava, se fosse outro qualquer, roubaria e não pediria. Podia ser até uma garrafa pet sem importância, mas era dos outros e não dele.

E não se deve pegar o que não é nosso !

Esses são os problemas da nossa terra.

Autora: Clarissa - Turma 11A

12/12/2010

Perigos virtuais


Era feriado, mais precisamente segunda-feira, 'dia das avós'. À tarde fui visitar minha bisavó e minha tia. Queria parabenizá-las.  Fui recebida com muita alegria, boa educação e muita gentileza.

Conversamos um pouco.Como elas não gostam de “crianças” no meio dos adultos, perguntaram se eu não queria entrar na internet.Como boa entendedora, percebi que o assunto que elas tratariam não era próprio para ser ouvido por “crianças”...

Fui, então, para sala; enquanto elas e minha mãe conversavam na varanda.

Nossa! Era tudo o que eu queria, entrar na internet sem ninguém me vigiando.

Feliz eu estava. Dei uma “passeada” pelo orkut; depois entrei no msn; por fim, resolvi entrar no bate-papo da uol.

Conversei com várias pessoas; fiz novas amizades, conversa vai, conversa vem... acabei “conhecendo” um rapaz, seu codinome era “lindo”. Pensei: "esse deve ser mais um garoto qualquer"; estava errada.

Era um homem passando-se por adolescente. Descobri isso, pois não sou “burra”. Diariamente vejo na televisão notícias sobre pedófilos... estava falando, ao mesmo tempo,  com outro rapaz, nossa! assuntos bem diferentes. 

Enquanto falava com esse rapaz, Rodrigo “era” o nome dele, assuntos “normais”: onde você mora, quantos anos tem, o que gosta de fazer, etc... recebia perguntas muito ousadas de "Lindo": como é sua lingerie? Você é virgem? Quer se encontrar comigo ?Você já foi tocada? Tem namorado? etc.

Não sabia o que fazer. Fiquei tonta, tremia, estava sem reação. Após alguns instantes, tomei coragem e comecei a responder as perguntas dele Óbvio que não revelava nada sobre minha intimidade.

O tempo passou, ficamos nesse “lenga-lenga” por meia hora aproximadamente. Percebendo que não estava caindo em seu jogo, disse-me o seguinte:

- Você me desculpa, gata, é que eu pensei que você tivesse a cabeça aberta para qualquer assunto.

Eu realmente estava irritada, meu sangue estava fervendo, minha vontade era pegar esse “cara” e dar só na cara para ver se, assim, ele parava com aquelas perguntas. Sorte a dele, pois também queria encher-lhe a bala. Deixei o homem “falando” sozinho...

Depois ao sair da sala de bate-papo, fiquei pensando: "quantas meninas na mesma situação acabam sendo vítimas de montros tenebrosos como esse... O que leva uma pessoa a fazer isso? por quê? por quê?" Uma experiência como essa é de causar medo a qualquer um. Sorte que sou uma boa menina, tenho juízo e sei o que é certo e errado. Acho que por isso que não caí nessa conversa de amigos virtuais. 

Autora: Suany Neves -Turma 11 A

07/11/2010

A patroa, a empregada e o bombril

bombril
A empregada tinha acabado o serviço na casa da patroa; finalizou  lavando a louça.

Pegou a bolsa e se dirigiu para a sala para avisar a patroa que estava indo embora; voltaria no dia seguinte.

Quando a empregada levantou os olhos, a patroa estava ali, parada na sua frente.

Loira, cabelos exageradamente lisos, dentro um longo vestido e com um salto enorme. Com a cara fechada e os braços cruzados.

- Vou lhe fazer uma pergunta e quero uma resposta; se não, você não sai daqui hoje! Você pegou, não pegou?

A empregada arregalou os olhos e respondeu:

- Não peguei!

- Não minta pra mim!

- Não estou mentindo!

- Abra a sua bolsa!

- Não vou abri-la, já disse que não peguei!

- Escuta aqui,sua ladrazinha de meia tijela! Ou me conta ou eu chamo a polícia!!

- Tudo bem! Eu confesso. Eu peguei, mas juro que depois ia devolver!

- Ahh...Eu sabia. Isso é o que dá confiar nas pessoas!  Me devolve,agora!

- Puxa! Não pensei que a senhora fosse tão mão de vaca. Fazer um escândalo por um pedaçinho de bombril!

- Bombril? Eu estou falando do meu colar de pérolas!

- Além de barraqueira, é maluca! Olha, madame, estou me demitindo. E só pra senhora saber, o colar que procura, está no seu pescoço!

Autora: Laísa – Turma 11 A

05/10/2010

Cadê meu garfo?!

ideia-boa-2 
Quem não conhece uma pessoa que tem a mania chata de que tem seu garfo, seu prato ou seu copo para fazer as refeições.

Meu namorado tem a mania do garfo; o meu tio, a do garfo e do prato. E o meu avô tem as três manias, mas a mais importante é o garfo.

Aff ! Que coisa chata! A gente arruma a mesa coisa mais bonitinha, pra ele sentar e ficar falando:

- Mulher!!! Cadê meu garfo?! E meu prato? O meu copo também não tá aqui!

Precisava ver o dia em que o bendito garfo sumiu. Foi um caos!

- Será que roubaram?  As crianças pegaram para brincar e jogaram fora!

Na verdade, ele não sumiu, assim, do nada. Eu queria fazer um teste com o vovô e fiz… Queria ver se ele iria comer sem o garfo.

Quando fui lavar a louça pela manhã, joguei o garfo atrás do fogão.

Na hora do almoço, o vovô deu falta do seu amado garfo.

Procurou, procurou... e nada!

Almoçou com outro garfo, grilado, imaginando o que teria acontecido com o  predileto.

Passou a segunda, a terça, a quarta, a quinta e a sexta-feira. Ao chegar o sábado, a vovó resolveu fazer faxina.

Maldita faxina! Ela começou pelos quartos, passou pela sala, pelo banheiro.

Quando chegou à cozinha, arredou a geladeira para limpar, o armário… quando arredou o fogão, achou o sujeito, atirado, todo sujo, coitado!

E eu acabei confessando a brincadeira… e paguei o pato.

Tive que ficar uma semana lavando os lencinhos que o meu avô usa para limpar o nariz!

Ecaa!!
Autora: Laísa – Turma 11 A

03/09/2010

O choro te incomoda?

      Vejo o triste olhar de uma criança,  agarrada no portão de casa, fazendo tempestade em copo d'água, não sei seu nome, mas acho que chora pela mãe. Solitária e chorando lá fica ela, e eu, observando a tristeza, que triste!

     Me incomoda muito ver pessoas chorando sem saber o motivo.

     Um dia eu paro e pergunto o porquê de tantas lágrimas. Um dia...

     Tem gente que chora por qualquer coisa... já chorei a caminho do trabalho...

     E, na última vez que eu fiz isso, vi essa criança chorando.

     Entendo que não se deve chorar por pouca coisa, mas o que  fazer se o choro vem?!

     Queria que o choro chato se tornasse sorrisos, pra que tanto choro?!

     O melhor seria levar a vida simplesmente!


Autora: Marina Madruga Nunes - Turma 11 A

Nova Ana Maria Braga

      “Deus, será que sou louca?” Me perguntei por alguns minutos. Cheguei à conclusão que sou apenas distraída.

     Ora, é lógico que todo mundo já derreteu a jarra no fogão  e guardou a panela na geladeira.

     E meus dotes culinários são perfeitos, é que, às vezes, estou distraída demais e deixo o macarrão queimar... e, sim, deveria ter água no final.

     Ah! foi distração da minha mãe que não me falou que pipoca precisa de óleo para ser fritada e caramelo é feito com água e açúcar.

      Digamos que os meus bolos são ótimos em comparação com aquele que o cachorro não comeu e  nem as galinhas quiseram.

     Semana passada, a mãe deixou a sobremesa para eu fazer. Decidi que seria torta de bolachinha. Ficou muito bom. Minha mãe só não entendeu como pude gastar um litro de leite na torta...
     Mal sabe ela que o detergente foi substituído quando lavei as panelas...


Autora: Emanuele - Turma 11 A

02/09/2010

Papel rasgado

 

    Por que rasgamos papel?
  1. Para ninguém descobrir o que está escrito.
  2. Para fazer torcida.
  3. Para fazer lixo.
  4. Para fazer fogo.
  5. Porque não tem mais utilidade.
  6. Para dar espaço para coisas novas.
  7. Para fazer trabalhos de colagem.
  8. Para tirar o excesso.
     Ou para esquecermos uma lembrança ou um momento ruim de nossa vida!


Autora: Laísa  - Turma  11 A

Antes do amanhã

      Numa bela tarde de domingo, com um peso sobre travesseiros, adormece mais uma alma sobre pensamentos ocultos, os quais nos tornam prisioneiros de nossos próprios sonhos, eis aqui mais um desiludido, mas não é qualquer um, seu nome é William, morador de um bairro nobre na cidade de Caxias do Sul.

    William morava com sua mãe, filho único que recentemente teve a perda do seu pai, ainda desamparado  mas com um objetivo na vida, ele não quis parar por aí. Dificilmente saía de casa, tinha poucos amigos, poucos contatos, ajudava sua mãe com seus afazeres, estudava de manhã e frequentava a biblioteca por algumas horas ao dia.

     Certo dia, no centro da sua cidade, parou em frente de uma loja de discos, a qual ficou admirando por minutos, sem saber ao certo o que lhe chamava a atenção, ficou pasmo ao avistar uma linda jovem de cabelos longos e escuros, pele clara e um sorriso deslumbrante. Meio atordoado, como se tivesse visto algo de outro mundo, foi correndo em direção a sua mãe, dizendo-lhe que a amava, e ela, sem entender o que estava acontecendo, avistou o sorriso de seu filho como nunca avistara antes, indagou de várias maneiras até descobrir o motivo de tanta euforia. Ele lhe explicou, e embora tamanhos motivos, escutou os conselhos de sua mãe e retornou à loja.

     Chegando lá, respirou fundo e dirigiu-se até o balcão, como quem não quer nada, vasculhou alguns discos e pegou o primeiro em que lhe veio às mãos, e novamente com um sorriso deslumbrante ela se pôs em sua frente e perguntou se William precisava de alguma coisa, ele disse que não, que estava decidido sobre o que queria.

     – É este aqui, vou levar. Disse William.

     – São R$ 9, 90, mais alguma coisa ? Disse-lhe, William respirou fundo mais uma vez.

   – Não, não obrigado!

     Saiu da loja e quando chegou em casa não desgrudou a imagem daquela menina do seu pensamento. Enquanto isso sua mãe observava através da porta do seu quarto, sem entender muito o que estava acontecendo, entrou, desfrutou um pouco da alegria do seu filho.

     Lágrimas caiam de seu rosto ao escutar de seu filho que ele estava apaixonado por aquela jovem, que nem ao menos sabia seu nome, com aperto no peito, como se guardasse um segredo, ela apoiou seu filho e incentivou ele a saber mais sobre a vida daquela menina.

     No dia seguinte retornou à loja, assim se passou uma semana sendo que todos os dias comprou discos e apreciou sorrisos, de vez tomou coragem e escreveu um bilhete no qual pedia seu nome e também lhe convidava para sair.

     Em uma noite de sexta-feira deitou-se sobre seus discos, todos ainda embrulhados, sentiu uma grande dor de cabeça que deixou-lhe um estado crítico, teve que baixar ao hospital.

     Naquele momento em sua cabeça só existia uma imagem, uma face, um único olhar, aquele que lhe devolveu a força e a vontade de viver, mais foi só isso.

     William tinha uma doença rara, na qual nunca se pusera a acolher, pois não sabia, apenas sua mãe. Seu último pedido foi para que sua mãe mantivesse seu quarto intacto.

     Com muita dor, segurando sua mão sua mãe chora ,enquanto seu filho parte, desesperada, porém guerreira, pois sabia que a qualquer momento seu filho poderia deixá-la, chegou em sua casa, escutou o telefone tocar, "quem mais pode ser"?

     Com uma voz suave, super delicada pediu se William se encontrava.

     – Quem gostaria? Disse Sofia, mãe de William.

     – Aqui é da loja de discos, meu nome é Suelen, recebi um bilhete de William me convidando para sair, mas só agora fui encontrá-lo, estava com a data de ontem.

     A linha ficou muda por alguns segundos e novamente sobre lágrimas retornou sua devida resposta.

     – Minha filha, William estava passando por sérios problemas, além do mais sofria de uma doença muito rara que já dominava seu organismo há muitos anos, pois bem hoje chegou sua vez. Disse Sofia.

     – Senhora estamos falando da mesma pessoa? Não pode ser?! A semana inteira vejo-o aqui na loja, sei lá ! Com seu jeito único de ser, deu para notar que era um cara diferente, não tinha maldade no olhar, meu Deus não pode ser, escuta... Ele não abriu nenhum dos discos que comprou? Desabafa Suelen.
(continua)
Autora: Paula Franciele - Turma 11 B

01/09/2010

Minha cidade, nossa cidade

     Na nossa cidade tem muitas coisas ruins, como: poluição no meio ambiente, lixo pelas esquinas, muitos mendigos pela cidade nesse frio, passando trabalho, gente que não tem oportunidade para serem pessoas melhores, estudarem e terem um futuro. Também há pessoas muito arrogantes, que são tristes e não querem ajudar os outros  e não têm amor no coração...

     Mas, também, na nossa cidade, tem muitas pessoas que a valorizam, cuidam dela, não a destroem e, até, ajudam preservar o meio ambiente.

     Gente que sonha ter uma profissão para ajudar aos outros construir famílias. 

     Professores que estão dentro das salas de aulas ajudando os alunos a estudar, a sonhar e, também, a realizar  sonhos.

     Nossa cidade é cheia de pessoas,  se todos se juntarem, podemos tornar “Uruguaiana” melhor, um mundo melhor para todos nós.

    E ainda dá tempo de cuidar o meio ambiente. Então, vamos unir nossas mãos, não vamos dar bola para diferenças que existem e tornar a cidade mais bonita, mais limpa e com gente cheia de alegria...

     “Vamos cuidar da nossa cidade”!
Autora: Mayara Fernandes - Turma 11 A

A obrigação da crônica

       Hoje meu dia foi bem movimentado, acordei em mais uma manhã bem cedinho, como faço sempre, me vesti, me escovei, tomei café e fui, mais uma vez, para aquela parada de ônibus, esperá-lo passar.

     Enquanto esperava, pensava no que  tinha que fazer.

     Assim fiquei por alguns segundos...

     Bah! veio à mente um trabalho  que  a prof. mandou fazer! Para falar a verdade eu não queria fazê-lo, mas não havia mais jeito, o trabalho estava proposto há mais de 2 semanas... era o meu fim... como  fazer?! Já está em cima do laço, e a prof., com toda a certeza, não vai aceitar atrasado... e pior, não tenho tema, inspiração... é o meu fim mesmo! E além de tudo vale nota!

     Pensando bem, não era lá um belo fim! E o pior, o peso da nota,  não sei! O que fazer, enquanto a inspiração não chega?

     A obrigação da crônica  me afetou profundamente... pois sempre tive assunto, sempre escrevia coisas boas, mas boas mesmo, tipo... ”O fim do mosquito marrom”... “Que passou por dentro de uma nuvem de “flite” e morreu “asfixiado”... era um mosquito  alérgico...

     Ou, como por exemplo, outra melhor ainda.. a do “tomatinho vermelho"... que pela escada rolou... um grande caminhão veio... tomatinho esmagou... coitado do tomatinho... catchup virou...

     Mas isso não dá nem meia crônica... isso nem é uma crônica... pode até ser...

     Minha imaginação me abandonou... Tudo porque fui obrigada a fazer uma crônica...

     Ou melhor..."A obrigação da crônica"!
Às vezes nem tudo que gostamos de fazer, fazemos.
Mas existe aquela palavra “superação” e renova nossas forças e ideais...
Por isso, crescemos e aprendemos a cada dia!

Autora: Érica Rebés - Turma 11B

31/08/2010

Nunca corra de costas

     Em um dia como outro qualquer, levantei, tomei banho, me arrumei e fui pra escola.
 
     A manhã passa correndo e logo acaba a aula.

     Chego em casa, almoço e vou pra educação física, sei que logo após tenho que sair correndo pra pegar meus maninhos; tento me concentrar, mas não consigo.

     Sinto um aperto no peito, meu olho direito não para de tremer ,mostra que algo ruim irá acontecer; isto é uma superstição minha, deixa pra lá.

     Comecei a jogar handebol, a correr de costas, dei um mau jeito e caí. Tentei me apoiar com a mão esquerda e desloquei um osso do pulso, não me agüentava de dor. O professor só olhou, disse que não era nada e me mandou embora.

     Fui direto buscar meus irmãos, mesmo com muita dor.

     Cheguei à creche, peguei os meninos (um deles no colo) e fui embora, pois o caminho era longo.

     Em casa fiz tudo o que tinha que fazer.

     Quando os meus pais chegaram, contei o que tinha acontecido, e a reação da minha mãe foi completamente diferente do que eu esperava, ela, calmamente, apertou meu braço, enrolou-o com um pano e pronto. Eu chorava em silêncio.

     Até hoje estou com o pulso meio torto e sei que nunca mais devo fazer isso. Esta é uma lembrança muito triste e não quero sentir nunca mais!


Autora: Elizandra dos Santos Antunes - Turma 11 B

Lutando para sobreviver

     Perto de minha casa mora uma mulher, cujo o nome prefiro manter em segredo. Ela tem aproximadamente 40 anos, vive sozinha numa pequena peça em que cabe somente uma cama.

      Ela tem um filho de 19 anos que serve o quartel. É uma mulher muito batalhadora; todos os dias,  caminha nos bairros vizinhos para catar algo que dê para aproveitar ou vender. Ela se alimenta na casa onde o filho  mora porque os parentes dela que moram ali lhe cuidam.

      Ela é analfabeta, mas aparenta ser uma mlher muito inteligente, pois, quando passo por ela, está sempre alegre e conversa comigo e sabe até o meu nome.

      Anda sempre numas roupas rasgadas como se fosse uma moradora de rua, mas tem onde dormir sem passar frio no inverno.

      Uma mulher muito batalhadora que faz de tudo para sobreviver.

Autora: Sabrina S. C. Dorneles   - Turma 11 A

30/08/2010

A verdade nua e crua

Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls
Aluna: Camilla Junges / Turma: 1° A
Professora: Rosane Roehrs Gelati
OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA – ESCREVENDO O FUTURO
Crônica- “O lugar onde vivo” (tema)
     Olhando ao meu redor, enquanto penso o que escrever, vejo o que sempre vi, mas poucas vezes parei para refletir, criticar ou simplesmente admirar e aproveitar. Sabe o que vejo? A vida. Muitos de nós caímos nesse modo repetitivo de viver, que chamamos de rotina, e esquecemos, ou por obrigação não podemos fazer o que deve ser feito: viver e ser feliz.

     Quase 50% das pessoas acreditam que para ser feliz, é preciso ter muito dinheiro, os outros 50% não querem nem ver o dinheiro. Qual é a graça de ter um papel na mão? O bom mesmo é o que ele pode comprar! Mas de fato, 100% da população concordam que o dinheiro é o que faz o mundo girar.

     Em função do tal do dinheiro, surge a riqueza, a pobreza, e também aquele velho ditado: “Você tem 3 chances de ser rico: nascer rico, casar com rico ou ganhar na loteria”, muitos acrescentam uma chance a mais nesse ditado, que é ser corrupto. Será que o trabalho digno não enriquece? A resposta da maioria é não, mas há sonhadores que dizem que vão mudar essa situação, e também há aqueles que dizem que nasceram no esgoto e com trabalho duro hoje moram em belas casas, dirigem belos carros, vestem roupas de marca, mas quem garante que não houve um pingo de corrupção nessa história? Eu acredito que por enquanto essa pergunta fica sem resposta. Sem resposta? Isso mesmo, tem certas coisas nesse mundo que para muitos é mais conveniente que fiquem sem resposta, e nós nos contentamos com explicações sem sentido, como esta que eu estou dando, que são tão convincentes que nos calamos e acreditamos que é a real resposta, e muitas vezes acabam com outras perguntas para intimidar, isso não lhe parece familiar?

     Você deve estar se perguntando: Em que parte disso tudo fica a descrição do lugar onde eu vivo? Se você ainda quer que eu responda, tudo bem: Moro em um lindo lugar chamado Terra, que está pedindo socorro, não aguenta mais ser agredida por seus filhos, que são pessoas mal agradecidas, ou melhor dizer, monstros destruidores, que só pensam em si, passam por cima de tudo para alcançar deus objetivos, mal sabem que no fim vai dar no mesmo, rico ou pobre, tanto faz, é descartável, um dia morre, apodrece e fim, uma vida bem aproveitada não pode ser medida em m² de uma casa ou em dígitos no saldo de uma poupança, muito menos em tempo que se vive, e sim, na quantidade e qualidade de alegrias além do “material”, das amizades que se faz e do bem que se pratica a si mesmo e ao próximo, pois: “O bem que praticares, será teu advogado em toda parte” (Citação de Chico Xavier).

    Então, vai ficar aí calado e satisfeito? Ou vai atrás das respostas?

A TV nossa de cada dia

Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls
Aluno: Dionathan Mandeita / Turma: 1° D
Professora: Rosane Roehrs Gelati
OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA – ESCREVENDO O FUTURO
Crônica- “O lugar onde vivo” (tema)
 
     A televisão está presente na vida de todos nós e é uma grande rede de informação e entretenimento, o que faz despertar diversas opiniões nos telespectadores. Será que há possibilidade dela influenciar no nosso dia-a-dia?

     Muitos jovens ao assistirem determinada programação, tendem a ver e interpretar as coisas de acordo como foi mostrado, nas telenovelas principalmente.

     O fato de o emissor propor tais conteúdos, muitas vezes impróprios para jovens que nessa idade estão em fase de formação do caráter e é uma etapa importante da vida, exige uma maior atenção e cuidado por parte dos pais. Por isso, deve-se estar atento com o conteúdo dos programas que suas crianças e jovens estão assistindo. Precisa-se ter cuidado com a exposição deles a certos programas.

     Portanto, tem de haver diálogo entre pais e filhos, explicando-lhes os motivos da censura de alguns programas, bem como o bom senso dos responsáveis para ajudar na escolha da programação apropriada e adequada a sua faixa etária. Melhor seria aderir a programas de inclusão social e educacional e impossibilitar, parcialmente, o acesso a conteúdos como novelas.

29/08/2010

Ainda há tempo

Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls
Aluno: José Matheus da Silva Ferreira / Turma: 1° C
Professora: Rosane Roehrs Gelati
OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA – ESCREVENDO O FUTURO
Crônica - “O lugar onde vivo” (tema)

          Olhei o mundo hoje. Vi muita coisa, algumas posso descrever, outras não.

          Ao meu redor vejo guerras, brigas, violência e outros fatos que abalam qualquer um que os vê. Será que a paz sumiu? Será que não existe mais esperança no lugar onde vivo? Dizem que “A esperança é a última que morre” e creio que seja verdade, pois o mundo ainda não acabou.
 
          Continuo olhando a minha volta. Vejo a alegria no sorriso de uma criança. Vejo um olhar que sonha com um mundo melhor. Paralelamente ao mal, caminha o bem, que está esperando para ser concretizado, ser aplicado, ser vivido. Fica na responsabilidade e sensibilidade de cada um, de cada pessoa que vive aqui, praticá-lo. 

          Por que existe um mundo? Por que de sua forma? Existem vários planetas, mas por que o nosso foi escolhido para acolher a vida do menor ao maior? É um mistério que leva a outros mistérios e várias pessoas tentaram descobri-lo, tentaram responder, várias palavras tentaram descrever sua existência. Nenhuma conseguiu. 

          Ao meu redor encontro pessoas que não consigo entender, pessoas “difíceis”. Estou intrigado com isso. São pessoas tão diferentes umas das outras. 

          Depois de ter olhado tudo a minha volta, percebo que estou em um só lugar, mas minha mente viaja a esmo, vendo tudo o que acontece: jornalismo, reportagens, entrevistas e sites. Falam do que acontece mundo a fora e o que a tecnologia nos proporciona: conhecer o mundo sem sair do lugar. 

          O mundo não é um caos. Apesar das guerras, do aquecimento global, assassinatos e outras tantas formas de violência, há tempo de mudar. Estou aqui e o que acontece nos países mais desenvolvidos nos afetará cedo ou tarde. O tempo não está a nos esperar para ouvir que vamos mudar, ele não espera, porém, há tempo para consertar o que não está legal. Ainda podemos fazer algo novo que chame a atenção, que mostre a diferença de quem mudou. 

          Podemos mudar, agora, o lugar onde moramos, estudamos, trabalhamos, nos divertimos, começando por nós mesmos, buscando e oferecendo o que temos de melhor. Basta querer.

24/08/2010

Os piores 15 anos da minha vida!

     Toc toc toc, fazia o barulho do salto.

     Tudo normal, ela de nariz empinado,  cheia da pose. Parecia que estava no controle de tudo, de repente, bum!

     Todos ficaram em silêncio,vendo-a estaqueada no chão, sem saber o que fazer.

     E as pessoas se segurando para não rir.

     Eram seus minutos de alegria e que se transformaram em horas de tristeza.

     Fui levantá-la dizendo:

     - Faz de conta que você foi pegar uma coisa no chão. Garota, que tombo bem feio!

     Coitada!  ficou tanta vergonha que a festa terminou à meia-noite.

     Acho que ela ficou traumatizada, mas, depois, tudo bem.

     Assim que a festa terminou,  o mundo se esqueceu do tombo.

     Eu não esqueci.

     Mas não desejo para ninguém, na festa de 15 anos em que estão  amigos,vizinhos, parentes, de repente, cair, não!

     Lições: nunca devemos estar acima dos outros. Nunca devemos ser o que a gente não é.

Autora: Janaina Silva – Turma 11 B

Se ela soubesse…

     Num dia normal, a filha caçula chora como nunca! Como sempre foi calma a mãe não dá muita importância, nem pensa em leva-lá ao médico.

     O dia passa, a noite chega e a menina adormece.

     Na manhã seguinte, a bebê está mais calma…

     No carrinho, a mãe a deixa e sai para fora da casa por alguns minutos. Quando volta,  abre a porta do roupeiro, o espelho reflete a imagem da filha já sem vida.

     Grita, grita com o maior desespero de mãe.

     No hospital já não há o que fazer.

     Se aquela mãe soubesse o que iria acontecer, teria levado a filha ao médico no dia anterior.

     Essa é a historia de Jenyffer, uma menina que faleceu com apenas 3 meses e  sua irmã nem se quer uma lembrança dela tem.
Autora: Stefani dos Santos – Turma: 11B

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